Por que o pequeno-almoço decide a manhã
Qual é a única coisa que realmente estraga uma manhã de jogo bem planeada nesta cidade? Não o trânsito, que se pode prever, mas uma sala de pequeno-almoço que só abre uma hora depois de já ser preciso estar no carro a caminho de Bab Ezzouar.
Os pontapés de saída matinais são a verdadeira razão pela qual o horário do pequeno-almoço importa tanto nesta lista. Um jogo de domingo ao meio-dia contra um rival continental exige sair do hotel com margem suficiente para o trânsito do dia de jogo nas estradas para Bab Ezzouar, e uma sala que abre tarde obriga a escolher entre comer bem e chegar mesmo a tempo ao pontapé de saída. Cada hotel desta lista acerta esse horário sem que tenhas de o verificar com antecedência. Isso importa mais do que parece assim que se está de pé numa sala desconhecida às sete da manhã com um jogo pela frente.
Para adeptos que chegam de Cheraga ou Hydra, um pequeno-almoço de hotel também elimina a tentação de parar pelo caminho, o que numa manhã já apertada retira mais uma variável a gerir antes de um grande jogo. Comer antes de sair significa que a única coisa que resta vigiar no resto do trajeto é o próprio trânsito que se instala em direção ao estádio, não onde encontrar algo para comer pelo caminho. Comer antes de sair significa que a única coisa que resta vigiar no resto do trajeto é o trânsito que se instala em direção ao estádio, não se esse desvio custa o lugar reservado antes do pontapé de saída.
Vários destes hotéis combinam pequeno-almoço com estacionamento gratuito, as duas comodidades que mais importam numa manhã de jogo a trabalhar juntas na prática: comer, carregar o carro, conduzir, sem procurar nem comida nem lugar de estacionamento pelo caminho. Essa combinação aparece de forma constante em todos os níveis de preço desta lista, não só na gama alta. Essa combinação repete-se em todos os níveis de preço desta lista, o que significa que escolher entre dois hotéis pode depender do preço e do bairro em vez do essencial coberto em cada um deles.
Os grupos e famílias tiram um valor especial daqui, já que um pequeno-almoço de hotel cobre todos de uma vez em vez de coordenar uma paragem de restaurante para cinco ou seis pessoas numa manhã já apertada antes de um pontapé de saída matinal da Argélia frente a um rival continental importante. Reunir um grupo cansado numa cidade desconhecida à procura de um café aberto é exatamente o tipo de fricção que uma sala de pequeno-almoço de hotel elimina discretamente de toda a manhã, sem improvisos de última hora para ninguém do grupo.
Argel segue um ritmo matinal mais lento do que o ritmo frenético das tardes e noites de jogo, e os pequenos-almoços de hotel da cidade refletem esse ritmo, bufetes a sério em vez de uma bandeja continental à pressa, exatamente o que um adepto deslocado precisa antes de um dia longo que talvez não inclua outra refeição a sério até bem depois do apito final. Num dia com pontapé de saída ao meio-dia em particular, o pequeno-almoço torna-se a refeição em torno da qual se organiza toda a manhã, e tudo o resto, carregar o carro, verificar a rota até Bab Ezzouar, depende diretamente da hora a que a sala realmente abre.